Especialistas pedem busca ativa após Palmas ter baixa procura de adolescentes por vacina contra a Covid

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Vacina em Palmas foi liberada para pessoas com comorbidades que tenham de 12 a 17 anos. Pais relatam dificuldades para vacinar os filhos mesmo apresentando laudo médico. Procura pela vacinação contra a Covid em adolescentes com comorbidades está baixa
Palmas já começou a vacinar adolescentes contra a Covid-19, mas a adesão do público está baixa. Na capital todas as pessoas com comobidades que tenham entre 12 e 17 anos podem se vacinar. Por causa da baixa procura, especialistas recomendam que equipes da Prefeitura realizem busca ativa para alcançar mais jovens que pertencem ao grupo prioritário. (Veja o vídeo)
As unidades de saúde de Palmas estavam preparadas para receber muitos adolescentes, mas não há grandes movimentações nos prédios. O posto de saúde da 409 Norte atende por agendamento e demanda espontânea. No local a Prefeitura esperava vacinar até 500 jovens por dia, mas a média diária é de apenas 30.
Veja lista de comorbidades aceitas na vacinação de pessoas a partir dos 12 anos
Enquanto isso, alguns pais relatam dificuldade para vacinar os filhos com comorbidades mesmo apresentando laudo médico. Veja relatos abaixo. A prefeitura de Palmas foi procurada, mas ainda não se posicionou sobre a situação.
De acordo com especialistas, essa baixa procura pode favorecer a disseminação do vírus e comprometer o retorno escolar, ainda que no formato híbrido.
Lúcia Awad, que é PHD em imunologia pela USP, explica que os adolescentes e os pais não precisam ter medo porque a vacina é segura para essa faixa etária. “A vacina que está sendo aplicada agora é a vacina da Pfizer que tem autorização da Anvisa mediante a vários estudos já publicados mostrando a sua eficácia”, disse.
A especialista em imunologia diz que é necessário um trabalho mais efetivo para alcançar os jovens que têm direito de receber a dose, mas ainda não compareceu a um ponto de vacinação.
“Eu acho que é importante um trabalho de equipes da Prefeitura, da Secretaria de Saúde, dos agentes de saúde para fazer uma busca ativa desses adolescentes pertencentes a esse grupo prioritário. Todos devem receber a vacina. Todos devem se proteger”, disse Lúcia Awad.
Dificuldade para vacinar
Mesmo com a baixa procura, em Palmas há relatos de laudos médicos negados. A advogada Daniella Monticelli conta que o filho de 17 anos sofre com asma e esteve na unidade de saúde 207 Sul, mas não conseguiu receber a vacina.
“Porque não estava escrito asma grave. Meu filho é atendido por uma médica pneumologista em Goiânia desde os 5 anos. Depois desse tratamento, de várias crises e por causa da pandemia, ela começou a atender meu filho por telemedicina. Mas eles falaram que não aceitavam o laudo por cópia. Mostrei o original pelo celular e eles não aceitaram”, disse Daniella.
Ronaldo Barbosa levou a filha em um postinho e também teve problemas relacionados ao laudo médico. No final a adolescente conseguiu a primeira dose. “Eu acho que é uma exigência de algumas documentações que não são necessárias. Laudo e receita. Para quê receita se tem o laudo médico? Já diz tudo”, disse o pai da jovem.
A Daniella e outros pais esperam que quanto antes os filhos possam receber a vacina.
“Tenho muita esperança que meu filho, que tem comorbidade, que tem 17 anos, que vai fazer o Enem, que vai viajar pelo Brasil todo, que ele possa tomar não só a primeira, mas a segunda dose e se proteger contra a Covid”, disse a advogada.
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Fonte: G1 Tocantins